Sheena Totsuki, com seus quatorze anos, vive mergulhada em guerra e morte desde que tem memória. Ela é obrigada a treinar junto com outros órfãos como soldado mirim, lutando com unhas e dentes num conflito que parece não ter fim. Ver gente cair no campo de batalha já virou rotina, e isso acaba batendo na porta dela de forma brutal quando, num certo dia trágico, sua colega de quarto não volta viva.
Naquela mesma noite, Sheena cruza o caminho de uma garota estranha, toda ensanguentada, mas com um sorriso no rosto que não combina nem um pouco com a cena. No dia seguinte, essa mesma garota é apresentada à turma de Sheena como Mimi Kagari, e começa um burburinho de que ela talvez seja a tal arma secreta lendária do orfanato, que leva o mesmo nome. Colocada para dividir o quarto com Sheena, Mimi logo se apega a ela de um jeito intenso, enquanto Sheena fica tentando entender o que sente em relação a essa aproximação repentina. Mimi parece peixe fora d’água em relação à escola e à rotina de aluna, então Sheena acaba assumindo, meio sem querer, o papel de quem cuida, guia, explica, quase como se fosse um farol no meio da tempestade.
Mesmo num cenário seco de afeto e esperança, as duas, tão diferentes, vão se aproximando, passo a passo. Só que, quando Sheena finalmente descobre o que está por trás do poder absurdo de Mimi, o chão começa a sumir debaixo dos pés dela. Tudo aquilo em que acreditava, toda a visão de mundo que carregava como armadura, começa a rachar, como vidro sob pressão, até ameaçar se estilhaçar de vez.