
No começo de mais um ano letivo, o Kuroki, um garoto do segundo ano do ensino médio que passa batido pelos outros e quase não fala, acaba sendo colocado numa carteira nova, bem do lado da Mai Chihara, uma menina que todo mundo jura de pé junto que é do tipo “jirai-kei”, aquela garota “perigosa” que é melhor não mexer. Com a pele branquinha de boneca, olheiras vermelhas em volta dos olhos e uma cara eternamente fechada, ela realmente parece saída de um boato de corredor.
Só que, aos poucos, o Kuroki percebe que a história não é bem assim. Ele começa todo ressabiado, pisando em ovos, mas com o tempo vai notando que a Mai não bate com a fama que deram pra ela. As atitudes dela são tão imprevisíveis que deixam o coitado sem saber se ri, se se preocupa ou se finge costume. Mesmo assim, quanto mais ele convive com ela ali, lado a lado, mais vai enxergando umas facetas que ninguém comenta. Por trás daquele visual que assusta, a Mai é desajeitada, estranhamente sincera, apaixonada por gatos e cheia de manias que pegam a gente de surpresa, como se cada dia ela tirasse uma carta nova da manga.
À medida que a imagem que o Kuroki tinha dela vai desmoronando, o clima entre os dois na sala de aula muda de figura. As conversas, os silêncios, os pequenos gestos do dia a dia ganham outro peso, como se a rotina escolar, que parecia cinza, começasse a ganhar cor devagarinho.
É uma comédia escolar sobre o peso da primeira impressão, os tropeços da convivência e aquele encanto inesperado de quem senta logo ali do seu lado, mostrando que o coração do colégio pode bater baixinho, mas não deixa de ser uma montanha-russa discreta e meio desengonçada.
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