Yuuri acorda sem lembrar de absolutamente nada, perdido num cruzador espacial vagando pelo vazio. E, olha, a amnésia acaba sendo o menor dos problemas. Entre as outras quatro pessoas a bordo, existe um Gnosia: alguém infectado por essa coisa chamada Gnos, cuja missão é simplesmente varrer a humanidade do mapa. O pior é que, tirando isso, o Gnosia parece uma pessoa normal, igualzinho a qualquer outro tripulante. Então, quem ainda tá limpo não tem muita saída além de votar em quem acha que é o inimigo, torcendo pra acertar e enfiar o Gnosia em sono criogênico.
Só que, se o Gnosia escapar da votação, aí já era: durante o próximo salto de dobra da nave, quando só ele continua acordado, ele apaga um dos tripulantes. É como um jogo de gato e rato em que o gato tá sempre um passo à frente.
Rapidinho fica claro que confiar em votação é furada, e Yuuri acaba cara a cara com o Gnosia, sem ninguém pra ajudar. Quando tudo parece ir pro brejo, o tempo, do nada, volta pro momento em que Yuuri acordou pela primeira vez. Só que tem um porém: a cada repetição, as coisas dentro da nave mudam. O número de pessoas varia, a identidade dos tripulantes não é a mesma, nada é estável. Yuuri fica preso num labirinto de tempo e espaço, rodando em círculos como um hamster numa roda cósmica, e precisa dar um jeito de quebrar esse ciclo e encontrar uma forma de salvar a humanidade das garras do Gnosia.