Num tempo e lugar bem distantes, humanos e semi-humanos tão metidos até o pescoço numa briga de vida ou morte, disputando quem manda em quem – e nem é só entre espécies, não, é dentro de cada lado também. No meio desse caos, existe uma galera especial conhecida como portadores de guardiões, gente que carrega a bênção de um Deus da Terra, marcada por um brasão divino e uma força espiritual de outro mundo. Com esse poder nas mãos, eles acabam ficando num patamar acima do resto, tanto no corpo quanto na posição social.
Kai é um soldadozinho qualquer da vila humana de Lag, um cara que sonha em ficar mais forte pra tentar dar um jeito na própria vida. Ele tem umas lembranças esquisitas de outra terra, memórias que parecem sussurrar um jeito diferente de alcançar esse poder. Só que, poxa, o medo do que pode acontecer se ele botar isso em prática à luz do dia trava tudo. Aí, num belo dia, por uma sequência totalmente absurda de acontecimentos, ele acaba ganhando os poderes de um portador de guardião. Dá até pra dizer que ele se sente como um mendigo que, do nada, tropeça num tesouro.
Mas a alegria não dura muito. Num mundo cheio de olhos curiosos e perigos que aparecem sem bater na porta, Kai percebe rapidinho que não pode sair por aí exibindo o que sabe fazer. Então ele começa a treinar quietinho, na miúda, tentando domar esses novos poderes enquanto corre atrás de entender de onde eles vêm, o que significam e que outros segredos ainda tão escondidos, bem além do que ele consegue alcançar agora.