No inverno de 1998, nasceu dentro de mim um outro mundo, mesmo eu sendo só um estudante comum. Esse novo mundo foi tomando conta da minha vida de todo dia, do mesmo jeito que a neve vai cobrindo o chão, devagarinho, até esconder tudo. Até então, eu nem tinha reparado no que continuava igual na minha rotina, nas cenas de sempre que tavam ali o tempo todo, no calor de uma pessoa por quem eu nem tinha percebido que tava apaixonado.
Tudo isso sempre esteve ali pra me segurar nesse mundo, pra não me deixar ir embora.
É aí que eu começo, pela primeira vez, a procurar esse laço e essa pessoa especial. O tempo passa, o sol vai voltando a iluminar a estação, e eu fico me perguntando onde é que eu vou estar e quem é que vai tá segurando a minha mão.