Como é que alguém tão perfeito quanto eu acaba ficando excitado por um cara tão… comum assim?!
O Kaji é aquele tipo de cara bonito, cheio de charme, que conquista todo mundo no escritório sem nem fazer esforço. Só que, por trás desse sorriso todo, ele vive julgando as pessoas em silêncio, como se tivesse uma planilha mental dando nota pra cada um. No fundo, ele só tá esperando aparecer o parceiro passivo perfeito, alguém que bata com o padrão absurdo que ele criou na cabeça.
Um dia, ele acaba indo numa viagem de trabalho com pernoite junto com o colega mais sem graça possível, o Fukami. Na visão do Kaji, o cara é tão apagado que some no fundo da sala. Ele pensa consigo mesmo que, mesmo que os dois fossem as últimas pessoas largadas numa ilha deserta, nem em um milhão de anos ele cogitaria transar com o Fukami.
Só que aí, ah, aí a coisa vira de ponta-cabeça: Kaji pega o Fukami saindo do banho, todo molhado, despretensioso, e descobre um lado dele incrivelmente fofo e ao mesmo tempo absurdamente sensual. De repente, aquele “cara comum” vira um verdadeiro vendaval erótico na cabeça do Kaji, derrubando todas as certezas que ele achava que eram de ferro.