Alien 9 – 2004 – Review

Um anime que descobri em 2007 e instintivamente relacionei-me com a personagem principal.

Alien Nine ou Alien 9 (エイリアン9) é um mangá de três volumes de Hitoshi Tomizawa de ação e ficção científica. Em 2001, foi produzida uma adaptação para anime pela J.C.STAFF e GENCO como um OVA de quatro episódios, teve como director Yuri Fugimoto. Embora possa parecer infantil e kawaii a princípio, com crianças de onze anos a patinar enquanto tentam apanhar extraterrestres, há um lado mais sério sob a superfície.

Durante estes 4 episódios iremos explorar os receios da personagem principal: a solidão e o crescimento.

História:

A história é sobre Yuri e duas outras raparigas que se inscreverem ou foram forçadas a inscrever-se no que é apresentado como uma função escolar bastante normal – combater uma invasão alienígena… Com pequenos momentos de slice of life  enquanto a história “brinca” com esses dois medos – o isolamento é mais proeminente no primeiro e último episódio.

A série começa com Yuri a ser isolada dos seus colegas de turma mais corretamente pelos seus colegas de turma, todos eles votaram para que ela fosse a escolhida da turma para lutrar contra uma invasão alien., uma posição que ela não quer e isola-a dos seus colegas, em termos de ter de viver uma experiência escolar completamente diferente da deles, a partir deste momento Yuri sente-se como indesejada pelos seus colegas de turma, fazendo-a retirar-se para dentro de si própria e passar muito tempo num estado de tristeza e medo. Apesar de fazer parte de um grupo, Yuri sente-se isolada dos seus dois companheiros que a ajudam na luta, elas são hipercompetentes ou bastante entusiasmadas com os seus cargos enquanto Yuri sabe que não presta e não é tão competente como as suas companheiras e tem medo, apesar de os esforços das suas companheiras para ajudar, Yuri não pode deixar de se sentir distante e sem esperança.

Exemplo disso ocorre quando uns colegas de turma atacam Yuri os seus ataques a Yuri representam, metaforicamente, um novo interesse pelas raparigas. A resposta de Yuri a este interesse é um terror abjeto tão intenso que o seu borg cresce demasiado depressa, enlouquece e matam todos os alienígenas da escola”.

O sentimento de solidão de Yuri é amplificado no último episódio quando um extraterrestre enorme chamado YellowKnife usa os seus poderes mentais para explorar esses sentimentos e deixar as raparigas mentalmente despedaçadas.

Yuri foi capaz de ultrapassar este medo com a ajuda de uma colega de equipa ela mostrou-lhe que não está sozinha, mas o medo de  Yuri não se dissipou juntamente com muitos outros, sendo uma questão profundamente gravada que não pode ser ultrapassada da mesma forma que é algo que deve trabalhar lentamente para ultrapassar, o próprio Alien derrotado representa o primeiro passo nesse processo. O seu outro grande receio é o de crescer este medo surge principalmente por ser forçada a lutar contra aliens e por ter um chapéu simbiótico alienígena que funciona como um parasita.

Ao longo da história, a simbiose é uma metáfora variada para a adolescência, casamento, ou experiência sexual. Isto é sugerido desde cedo quando o interesse dos rapazes pelo Yuri toma a forma de a atacar com parasitas alienígenas.

Kumi mata um parasita alienígena enquanto Yuri se acobarda.

Crescer neste contexto refere-se a um par de coisas novas, novas responsabilidades e viver desconfortavelmente num corpo em mudança, em primeiro ponto crescer é difícil algo que a maioria de nós possa concordar ser adulto é mais que envelhecer, significa assumir mais responsabilidades tornando-se autossuficiente e tudo isso pode ser esmagador e aterrador, especialmente quando essas responsabilidades são inesperadas e indesejadas, e Yuri passa por tudo isto numa idade muito mais jovem do que o que se esperava. Em episódios posteriores o chapéu torna-se o seu cabelo, tornando-se literalmente parte do seu corpo ficando fora de controlo como quando se cresce, não tendo controlo do nosso corpo ou da sua vida.

Estes fatores falam de ansiedades que todos tivemos quando crescemos, fazendo de Yuri um protagonista bastante real e humana.

A arte

O aspecto visual e as cores apagadas juntamente com a  pouca iluminação, ajudam a transmitir o  sentimento de melancolia aos espetadores, tal como a nossa protagonista carece de um verdadeiro sentimento de felicidade, pelo que, para o world building, é tudo bastante deprimente. Mesmo em cenas com muita luz, as personagens estão cobertas de sombras, por exemplo:

O som

A banda sonora também afecta o que descrevi anteriormente, transmitindo sobretudo uma sensação de constante ansiedade, a única palavra que pode descrever esta banda sonora é realmente estranha. Tal como os visuais, a banda sonora mostra o estado de espírito de Yuri.

 

Conclusão

Quatro episódios únicos e incomuns, bem ritmados e desenvolvidos, infelizmente nunca tivemos uma adaptação em formato TV pois o objectivo era colocar as pessoas a lerem o manga, bom resultou comigo, a menos que leias o mangá original, só no manga sabemos a verdadeira razão por trás das invasões alienígenas ou temos as respostas para muitas das perguntas que surgem enquanto assistimos os OVAS. Yuri é a protagonista central da história, porque ela abomina os aliens, que representam a idade adulta e a sexualidade, a banda desenhada aborda o tema da adolescência como um objeto de horror.

É uma experiência única, recomendo verem.

 
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